China passou a ‘pagar para ver’ em guerra contra Trump, diz professor

China passou a 'pagar para ver' em guerra contra Trump, diz professor

Na terça (1), Trump anunciou um “tarifaço” global sobre impostos cobrados das importações, com outros produtos brasileiros sendo taxados em ao menos 10%. A data foi nomeada pelo republicano como o “dia de libertação”. À China, os americanos aplicaram uma tarifa de 34%. Como resposta, o governo de Xi Jinping anunciou a mesma porcentagem sobre os produtos importados dos Estados Unidos.

Na segunda (7), Trump reagiu e aplicou uma tarifa adicional de 50% em cima das taxas já impostas anteriormente ao país asiático. Com isso, os produtos chineses podem receber uma tarifa de até 104% para entrarem nos EUA. Novamente, como resposta, a China também elevou hoje para 84% a carga tarifária aos produtos americanos importados.

A situação se encandeceu, ficou mais grave, porque a briga agora é com esses dois grandões: China e EUA. Para entender o jogo e o poder de Trump, pensa no seguinte: o PIB [Produto Interno Bruto] dos Estados Unidos é de US$ 28 trilhões e o da China, US$ 19 trilhões. Tira esses dois de cena e pega os oito seguintes. Gente, somados, dão US$ 22 trilhões. É uma briga entre os EUA e a China.

Como [o contato entre os líderes dos dois países] entrou em curto-circuito? A China, de alguma forma, olhou para as tarifas americanas e mudou de estratégia. Ela estava lidando com o Trump de um jeito. É muito difícil dizer um motivo, mas o fato é que ela mudou a sua estratégia. Agora é ‘chega de conversa, chega de negociação, eu vou pagar na mesma moeda’.

A China agora está oferecendo ao mundo, que tem sofrido pressão, uma alternativa: ‘venha para o meu lado’. E a China está oferecendo alternativa do lado sensato, racional, equilibrado. ‘Eu vou reclamar na OMC [Organização Mundial do Comércio]’, eu vou negociar, mas vou impor as minhas regras’. Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais

Brasileiro na China: povo aprova retaliação e reage com memes ao ‘tarifaço’

No UOL News, o estudante de administração pública Angelo Rigonatti, brasileiro que mora na China há um ano, afirmou que o povo chinês tem aprovado as medidas de retaliação do governo de Xi Jinping contra o aumento das tarifas imposto pelos Estados Unidos, além de reagir com bom humor nas redes sociais.



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